Dia Mundial do Coração 2021

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Efemérides_Setembro-07

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Coração, uma iniciativa que abraçamos nos nossos Dias D da Ciência do CEDOC. Como tal temos um artigo de opinião assinado por dois dos nossos investigadores, José Belo e Otília Vieira, investigadores principais dos laboratórios Stem Cells and Development e Lysosomes in Chronic Human Pathologies and Infection, respetivamente. Ambos representarão o CEDOC da NOVA Medical School no primeiro Festival Internacional da Ciência no próximo mês de Outubro em Oeiras com uma atividade denominada Novas Terapias e Biomarcadores em Doenças Cardiovasculares. Não percam:

As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte e incapacidade no mundo sendo responsável pelo uso de uma parte considerável do orçamento dos diferentes serviços de saúde. Estas doenças fazem parte das “noncommmunicable diseases” e sua maioria desenvolve-se de uma forma silenciosa ao longo dos anos. As doenças cardiovasculares são multifatoriais sendo por isso importante i) sensibilizar a sociedade a adotar estilos de vida saudáveis de modo a reduzir o risco de doenças cardiovasculares; ii) diagnosticar precocemente a doença; iii) investigação científica para identificar novos biomarcadores e novos alvos terapêuticos para prevenção e tratamento da doença, respetivamente.

Dentro das DCV , o enfarte do miocárdio (EM) é uma condição que afeta a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Após o enfarte, o tecido cardíaco não tem a capacidade de se regenerar por si próprio. A principal razão para tal é a fraca capacidade proliferativa dos cardiomiócitos (CM), programada para cessar logo após o nascimento. Como resultado, a função cardíaca não é restabelecida na sua totalidade. A única solução a longo prazo para os doentes de EM é o transplante do coração. No entanto, o número de doadores disponíveis é extremamente reduzido e a rejeição do novo órgão é um problema que subsiste. As abordagens baseadas em células estaminais surgiram na última década como as terapias com maior potencial de aplicação em Medicina Regenerativa.

Atualmente, cardiomiócitos derivados de células estaminais de doentes (hiPSC-CM) podem ser produzidos em laboratório com elevado grau de pureza. Portanto, a identificação de estratégias para a preparação de hiPSC-CM que sobrevivam ao transplante e que, ao mesmo tempo, atinjam rapidamente maturidade fenotípica do adulto é um avanço científico necessário para um desenvolvimento eficaz da nova Medicina Regenerativa cardíaca.

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